Vitrais do Museu da Justiça do Rio revelam história, arte e simbolismo em visita guiada

                       Vitral de Têmis, na entrada do Museu da Justiça do Rio, foi apresentado por Helder Viana e Lydia de Carvalho  Entre cores que parecem respirar à luz, o vitral ergue-se como um poema silencioso. A imagem da deusa mitológica Têmis, personificação da Lei, da Ordem e da Justiça na mitologia grega, recebe o público que adentra o Edifício Desembargador Caetano Pinto Miranda Montenegro. A figura feminina veste o vermelho da nobreza e da coragem, enquanto domina um leão, símbolo da força, e segura símbolos da justiça. Cada fragmento de vidro conta uma história, desde a escolha dos tons até arabescos de chumbo que ligam uma peça à outra.  A leitura da simbologia do vitral foi realizada pela historiadora do Museu da Justiça do Rio, Lydia de Carvalho, e pelo arquiteto do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade Helder Viana, nesta sexta-feira, 26 de junho, durante uma visita guiada pelos vitrais do Museu da Justiça do Rio.  Ao longo de uma hora, os participantes puderam conhecer de perto as obras produzidas pelo Ateliê Formenti, do artista ítalo-brasileiro Cesar Alexandre Formenti. No início do século XX, seus vitrais marcaram a paisagem arquitetônica carioca, passando a ocupar lugar de destaque entre residências, igrejas e prédios públicos, como o Museu da Justiça e o Palácio Tiradentes.                                                                             Equipe do Museu da Justiça com o arquiteto Helder Viana  A visita faz parte da programação do Circuito Centenário do Antigo Distrito Federal e propõe uma leitura integrada entre arte, arquitetura e patrimônio cultural, disse a diretora do Museu, Silea Macieira. “Nós temos uma missão de celebrar os 100 anos desse prédio e de externalizar toda a beleza e história abrigada no edifício. O projeto do circuito centenário é montado com esse olhar de pegar o Museu e colocar para além de seus próprios muros”.  A estudante de História Karla Oliveira soube da visita na universidade e foi conhecer de perto os painéis envidraçados que revelam cem anos de memória. “Eu sou uma pessoa muito ligada às artes, especialmente em museus. E fiquei maravilhada em conhecer esse espaço. É interessante olhar para uma peça e pensar nos processos feitos para atingir o ponto certo, em que deixa de ser só um vidro e se torna arte. Tudo tem um simbolismo, uma intencionalidade”.                                                                      A estudante Karla Oliveira conheceu os vitrais do Antigo Tribunal do Júri  Clique neste link para acessar a programação do Museu.  KB/IA  Foto: Brunno Dantas/TJRJ 
26/06/2026 (00:00)
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