Decisão de Moraes vai aumentar intenções de voto de Flávio Bolsonaro, diz presidente do PL

Moraes proíbe visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias após pulgação de carta O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, avalia que as intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para sua pré-candidatura à Presidência da República vão aumentar com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador de visitar o pai por noventa dias. A proibição foi adotada depois que Flavio Bolsonaro pulgou uma carta do pai, nas redes sociais, reforçando que ele é o seu pré-candidato e porta-voz. "Essa decisão do ministro Alexandre de Moraes vai aumentar as intenções de voto do Flávio, pode ter certeza. Onde já se viu um juiz proibir um filho de falar com o pai, deixar o pai totalmente incomunicável politicamente?", afirmou o presidente do PL. Flavio Bolsonaro leu a carta do pai no sábado (11), após visitar Bolsonaro mais cedo, num movimento para reforçar o apoio ao filho e um recado para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, rompida com o senador. Na carta, Bolsonaro diz ser hora de deixar as diferenças de lado, arregaçar as mangas e trabalhar pela vitória da candidatura do filho. 1 de 1 Flávio Bolsonaro (PL) durante live nesta quarta-feira (8). — Foto: Reprodução/Youtube/Flávio Bolsonaro Os advogados de Flávio Bolsonaro pulgaram nota criticando a decisão de Alexandre de Moraes. Segundo eles, a decisão desrespeita a Lei de Execução Penal, o Estatuto da Advocacia e a Constituição. Moraes considerou que a leitura da carta desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que a pulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita. O ministro também enviou cópias da decisão e dos respectivos vídeos ao procurador-geral eleitoral, para ciência e adoção das medidas cabíveis. "A pulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, devendo ser apurada pelo Ministério Público eleitoral", escreveu Moraes na decisão.
13/07/2026 (00:00)
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