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Auditoria além do controle: atividade se consolida como aliada da boa gestão pública

Para muita gente, basta ouvir a palavra “auditoria” para associar a atividade a situações de irregularidade ou punição. Mas essa percepção não representa o verdadeiro papel desempenhado pelas áreas de auditoria interna do Poder Judiciário. Apesar de historicamente a atividade ganhar visibilidade em contextos de controle disciplinar e investigação de ilícitos, o foco dessas áreas é atuar na prevenção de falhas, no aprimoramento de processos e no fortalecimento da transparência e da eficiência administrativa. No caso do CNJ, a atuação estratégica da Secretaria de Auditoria Interna (SAU) não se restringe ao próprio órgão. É também voltada à melhoria da gestão pública no âmbito dos demais tribunais, nos cinco segmentos de Justiça, com exceção do Supremo Tribunal de Justiça (STF). Alinhadas ao conceito moderno de auditoria, as atividades realizadas, com independência técnica, focam no aprimoramento de processos, na prevenção de falhas, na orientação de gestores para o aumento da eficiência administrativa para o fortalecimento da transparência e apoio à boa governança. No mês reconhecido mundialmente como de conscientização sobre a Auditoria Interna, o CNJ reforça a pulgação sobre o papel da auditoria para maior compreensão da sua função estratégica nas instituições. “A auditoria interna tem se profissionalizado e cada vez mais servido como instrumento de auxílio no âmbito do CNJ e do Poder Judiciário”, esclarece o juiz auxiliar e secretário de Auditoria do Conselho Nacional de Justiça (SAU/CNJ), Felipe Berkenbrock Goulart. Visando dar maior eficácia e garantir a conformidade com leis e normas por meio do exame, revisão, verificação e validação de processos, contas ou documentos de uma instituição, o setor de auditoria avalia, de forma independente, e aprimora processos de governança, gerenciamento de riscos e controles internos. No Poder Judiciário, a auditoria interna é responsável por assessorar a gestão na tomada de decisões, identificar oportunidades de melhoria, prevenir desperdícios e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições, sendo fundamental para um Judiciário mais eficiente, transparente e próximo do cidadão. Aconselhamento O juiz Felipe detalha que, na prática, a auditoria trabalha com duas grandes frentes: a de auditoria propriamente dita, com avaliação de procedimentos, conformidade, operacional; e a de consultoria, que pode agir, inclusive previamente, em relação aos processos de tomada de decisão. “Com a consultoria, conseguimos aconselhar e orientar a administração, com o propósito de propor soluções e controles, muitas vezes preventivamente”, explica. Além disso, a SAU atua como o órgão central do Sistema de Auditoria Interna do Poder Judiciário (Siaud-Jud), rede de governança de todas as auditorias internas do Poder Judiciário brasileiro. “Nós coordenamos o Siaud-Jud para que todos trabalhem em conjunto. Este ano, por exemplo, os tribunais, com exceção dos trabalhistas e eleitorais, farão, simultaneamente, uma auditoria sobre a Política Nacional do Poder Judiciário para o Meio Ambiente. Também estamos nos qualificando com base em normas internacionais de auditoria e fortalecendo o diálogo com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU)”, detalha o secretário da área. O dia a dia da equipe inclui desde auditorias internas em temas como política do Judiciário para o meio ambiente, colegiados do CNJ, política de participação feminina e incidentes de segurança em TI, até os trabalhos de consultoria requeridos pela alta administração. Apesar de, muitas vezes, o trabalho da auditoria ter impacto discreto, ele é fundamental para o bom funcionamento das atividades institucionais. Isso porque, desde o começo de uma auditoria, são feitas sugestões de alterações no objeto analisado, tanto por meio de recomendações como de procedimentos e formas de trabalho. Ao desburocratizar o que é desnecessário e implementar controles onde é preciso, esse esforço torna o CNJ mais eficiente. “O apoio e a comunicação aberta por parte das equipes atendidas só melhoram o trabalho. Dúvidas surgem em meio ao processo, mas o que queremos é que a auditoria sirva como um parceiro, sempre de forma comunicativa com as áreas auditadas, sem perder a objetividade e a independência da área”, finalizou. Texto: Luiza Malaguti e Margareth Lourenço Edição: Sarah Barros Revisão: Fernanda Souza Agêncis CNJ de Notícias Número de visualizações: 40
21/05/2026 (00:00)
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